O que é um cometa?
O que é um cometa? É um corpo de gelo, rocha e poeira que, ao se aproximar do Sol, ganha uma nuvem de gás e duas caudas. Entenda cada parte.

O que é um cometa? É um corpo de gelo, rocha e poeira que orbita o Sol. Quando se aproxima dele, o calor transforma parte do gelo em gás, e surgem a cabeleira e as caudas.
Os cometas são restos muito antigos do Sistema Solar. Por isso, o que eles guardam ajuda a entender como tudo começou.
Explicado de forma simples
Pense num cubo de gelo misturado com areia escura, largado num congelador. Enquanto está frio, ele quase não muda. Se você o levar para perto de uma lâmpada, a superfície começa a derreter e a soltar vapor.
É isso que acontece com um cometa. Longe do Sol, ele fica quase parado. Perto do Sol, o gelo vira gás e arrasta poeira com ele.
O núcleo: a parte sólida
O centro do cometa se chama núcleo, e é a única parte sólida. Segundo a Open University, ele é formado por proporções variadas de rocha, poeira, gelo e gás.
Por isso o nome “bola de neve suja” é popular, mas a comparação não é exata: a universidade observa que os cometas costumam ter mais material rochoso do que gelo.
A superfície do núcleo é quase toda escura. Ele costuma ter algumas dezenas de quilômetros de diâmetro, segundo a Open University.
Por ser escuro, o núcleo quase nunca é visto diretamente. Segundo a NASA, em cometas ativos as imagens dos telescópios revelam apenas a nuvem de gás e poeira ao redor.
Um exemplo conhecido é o cometa Halley. Segundo uma imagem da NASA publicada em 2000, a sonda europeia Giotto fotografou o núcleo do Halley em 1986, quando ele se aproximava do Sol. O núcleo tem formato de batata e mede cerca de 15 quilômetros.
Os voláteis: o gelo que vira gás
Os cometas têm muitos compostos voláteis, como dióxido de carbono, água e gases nobres. Eles passam do estado sólido para o gasoso com muita facilidade, num processo chamado sublimação.
Segundo a Open University, por guardarem esses compostos em baixas temperaturas, os cometas provavelmente se formaram muito longe do Sol, bem mais distantes que a maioria dos planetas e dos asteroides. Eles teriam permanecido em temperaturas baixas desde a formação.
Isso explica por que os materiais deles deveriam ser parecidos com os do início do Sistema Solar, o que faz dos cometas uma espécie de cápsula do tempo.
A cabeleira: uma nuvem ao redor
Segundo a Open University, o cometa se aquece cada vez mais à medida que se aproxima do Sol. Parte do gelo vira gás e libera poeira.
O gás predominante liberado do núcleo é o vapor de água. Esse material forma uma névoa em volta do núcleo, chamada de coma, ou cabeleira. A coma é iluminada pelo Sol, e por isso fica visível, especialmente quando se expande.
Na imagem da NASA de um cometa, a coma aparece como uma névoa azulada em volta do ponto brilhante do núcleo.
Segundo a Open University, é a coma que permite distinguir um cometa de um asteroide. Algumas comas já observadas são maiores que o próprio Sol.
As duas caudas
Os cometas têm duas caudas, e elas são diferentes. Segundo a Open University, a cauda de íons é formada pela sublimação e pela ionização do gás. Já a cauda de poeira é formada pela poeira liberada da superfície do núcleo.
A cauda de íons é azulada e aponta sempre para longe do Sol. Segundo a Open University, os raios ultravioleta do Sol ionizam algumas partículas que saem da coma, e isso produz um campo magnético.
O vento solar, um fluxo de partículas carregadas que vem do Sol, distorce esse campo, e a cauda de íons se estende para o lado oposto ao Sol.
Já a cauda de poeira ganha forma curva porque as partículas maiores ficam para trás ao longo da órbita do cometa.
Por que alguns cometas são tão brilhantes
O brilho vem do Sol. A coma e as caudas refletem e iluminam a luz solar, e é isso que as torna visíveis da Terra, segundo a Open University. Por isso, um cometa só fica bem visível quando está perto o bastante do Sol.
Um visitante que volta: o Halley
O cometa Halley é um dos mais conhecidos porque volta ao sistema interno a cada 76 anos, segundo a NASA.
A cada aproximação do Sol, o gelo do núcleo é vaporizado pelo calor, e o núcleo perde uma camada de cerca de 6 metros de profundidade, que se espalha pelo espaço.
Esse material forma as caudas do Halley e deixa uma trilha em órbita. É dessa trilha que vêm as Orionidas, uma chuva de meteoros.
Como o Halley mostra, um cometa vai perdendo material a cada passagem pelo Sol. O núcleo muda com o tempo, e não permanece igual para sempre.
A imagem da Giotto, sonda europeia que passou pelo Halley em 1986, mostra detalhes da superfície escura do núcleo contra o fundo brilhante da coma.
Segundo a NASA, essa imagem foi gerada a partir dos dados da câmera da sonda. O gelo vaporizado pelo calor do Sol também ajuda a revelar as características da superfície, que aparecem contra o fundo brilhante da coma.
Mitos sobre os cometas
“Cometas são bolas de gelo puro.” Mito. Eles têm mais rocha do que gelo, segundo a Open University. O nome “bola de neve suja” é uma simplificação.
“A cauda do cometa fica sempre atrás dele.” Mito. A cauda de íons aponta sempre para longe do Sol, e isso pode significar direções diferentes da trajetória do cometa.
“Cometas são planetas pequenos.” Mito. Os cometas são corpos formados por gelo, rocha e poeira, e são restos do início do Sistema Solar, não planetas em miniatura.
Perguntas frequentes
A cauda sempre aponta para trás do cometa?
Não necessariamente. Segundo a Open University, a cauda de íons aponta sempre para longe do Sol. A cauda de poeira segue outra trajetória, por isso pode aparecer curvada e em direção diferente.
Os cometas podem ser perigosos para a Terra?
As fontes consultadas não tratam do risco de impacto de cometas, por isso este texto não entra nesse ponto.
O que acontece com um cometa depois de passar pelo Sol?
Segundo a imagem da NASA sobre o Halley, a cada passagem o núcleo perde uma camada do próprio gelo e rocha, que se espalha pelo espaço. Esse material forma as caudas e uma trilha em órbita, que é responsável por chuvas de meteoros, como as Orionidas.
Resumindo
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Um cometa é um corpo de gelo, rocha e poeira, com um núcleo sólido no centro.
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Perto do Sol, o gelo vira gás e forma a coma, uma nuvem em volta do núcleo.
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Há duas caudas: a de íons aponta sempre para longe do Sol; a de poeira é curva.
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Os cometas guardam materiais antigos do Sistema Solar.
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O núcleo do Halley tem cerca de 15 quilômetros e perde uma camada de gelo e rocha a cada passagem pelo Sol.
Veja também como se formam os planetas e por que a Lua tem fases, outros temas do universo explicados de forma simples.
Fontes
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The Open University, Comets (Rosetta): https://university.open.ac.uk/science/research/rosetta/comets
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NASA Science, APOD: Halley’s Nucleus: An Orbiting Iceberg (2000): https://science.nasa.gov/image-article/apod-2000-august-5-halley-s-nucleus-an-orbiting-iceberg/



