Universo e espaço

O que é uma galáxia?

O que é uma galáxia? É um grande conjunto de estrelas, gás e poeira mantido unido pela gravidade. Conheça os principais tipos de galáxia.

Galáxia espiral fotografada pelo telescópio Hubble
Imagem: Pixabay / Pexels (Licença Pexels)

O que é uma galáxia? É um grande conjunto de estrelas, gás e poeira que permanece unido pela gravidade. Segundo a NASA, todas as galáxias são mantidas unidas dessa forma, e a nossa, a Via Láctea, não é exceção.

Quando olhamos para o céu, vemos estrelas. Mas grande parte do que existe no Universo está organizada em galáxias, e cada uma delas pode conter bilhões de estrelas.

Explicado de forma simples

Pense em uma cidade vista de cima à noite. Cada luz é uma casa, e o conjunto forma um padrão. Uma galáxia é algo parecido: milhões ou bilhões de estrelas distribuídas em um conjunto que a gravidade mantém coeso.

A diferença é que, nas galáxias, o “padrão” muda com o tempo e com a quantidade de gás e poeira disponível para formar novas estrelas.

A Via Láctea: nossa galáxia

Segundo a NASA, o Sol faz parte da Via Láctea. A Via Láctea é uma galáxia espiral.

Segundo a NASA, a gravidade também mantém os astros em órbita do centro da galáxia: os planetas giram em torno do Sol, e o Sol gira em torno do centro da Via Láctea.

Como estamos dentro dela, não conseguimos ver a galáxia inteira de fora. Observar outras galáxias espirais ajuda a entender como é a nossa.

Quantas galáxias existem

Segundo a NASA, a Hubble mostra que existe uma grande variedade de galáxias. Em uma única imagem da Hubble, uma faixa de céu do tamanho da ponta de um lápis contém galáxias que se estendem por 450 milhões de anos-luz.

Segundo a NASA, a própria imagem contém milhares de galáxias. As galáxias chegam em formas, tamanhos, idades e cores muito diferentes.

Como Hubble classificou as galáxias

Nas décadas de 1920, Edwin Hubble começou a estudar a forma das galáxias. Usando o telescópio de 100 polegadas do Observatório de Monte Wilson, na Califórnia, entre 1922 e 1926, ele fotografou muitas galáxias e as dividiu em grupos conforme a aparência.

Segundo a NASA, Hubble separou as galáxias em espirais, espirais barradas, elípticas, irregulares e peculiares. Esse sistema ainda é usado por astrônomos para classificar galáxias pela aparência visível.

Segundo a NASA, o diagrama de Hubble mostra as relações entre os tipos, mas não representa como as galáxias se formam.

Hoje, segundo a NASA, os astrônomos consideram que a classificação tem dois tipos básicos: espirais e elípticas. As espirais barradas são uma subclasse das espirais, e as irregulares podem ser espirais ou espirais barradas.

Galáxias espirais

As galáxias espirais têm um núcleo central e braços que se enrolam para fora, como um cata-vento. A Via Láctea e a galáxia de Andrômeda são exemplos.

Segundo a NASA, os braços espirais são pontilhados por estrelas jovens e azuis. Essas galáxias são ricas em poeira e gás, que são os ingredientes para a formação de novas estrelas.

Segundo a NASA, quando as espirais são vistas de lado, aparecem como um disco fino com um bojo central de estrelas. Vistas de frente, parecem um cata-vento.

Galáxias elípticas

As galáxias elípticas têm forma oval ou quase redonda e não têm braços. Um exemplo é a M87, classificada como E0, ou seja, a mais circular do sistema.

Segundo a NASA, as elípticas são formadas sobretudo por estrelas antigas. A própria agência as chama de “casas de aposentadoria” de estrelas, porque elas já não estão dando origem a novas gerações.

Na elíptica ESO 325-G004, usada como exemplo na litogravura, as estrelas se concentram no centro e se espalham de forma esparsa nas bordas.

Nessa mesma galáxia, as bordas são tão espalhadas que a luz de galáxias mais distantes atravessa a sua região externa.

Galáxias irregulares

As galáxias irregulares não têm uma forma regular. Geralmente são pequenas, e a Pequena Nuvem de Magalhães, que é uma companheira da Via Láctea, é um exemplo.

Segundo a NASA, algumas galáxias irregulares podem crescer e se tornar espirais ou elípticas com o tempo. A mesma litogravura da Hubble observa que muitas irregulares são quase invisíveis na imagem, que mostra espirais e elípticas com mais clareza.

Galáxias peculiares

Segundo a NASA, as galáxias peculiares não se encaixam nas outras categorias. Um exemplo é a Centaurus A. Segundo o mesmo material, elas não são fundamentalmente um tipo diferente: são galáxias em colisão, cuja forma foi distorcida pelo choque.

Como os astrônomos anotam os tipos

Os astrônomos usam uma notação para indicar o tipo de galáxia. As espirais recebem a letra S, e as barradas recebem SB. As letras a, b e c indicam o quão enrolados estão os braços, sendo a o mais fechado. A galáxia de Andrômeda, por exemplo, é uma Sb.

As elípticas recebem a letra E, seguida de um número de 0 a 7 que indica o quanto ela parece circular. A M87 é uma E0, ou seja, a mais redonda. As irregulares recebem a sigla Irr, e as peculiares, a letra P.

Aglomerados de galáxias

Segundo a NASA, um aglomerado de galáxias reúne de dezenas a milhares de galáxias, unidas pela gravidade. Na imagem da Hubble, o aglomerado Abell S0740 aparece entre as galáxias mais brilhantes do campo.

Galáxias ativas

Segundo a NASA, em 1943, Carl Seyfert descobriu galáxias com regiões centrais muito brilhantes. O espectro dessas galáxias indicava atividade intensa no centro. Essas galáxias, chamadas de Seyfert, foram as primeiras de uma série de galáxias ativas, que desde então são estudadas em todos os comprimentos de onda.

Mitos sobre as galáxias

“Todas as galáxias são iguais.” Mito. Segundo a NASA, elas variam bastante em forma, tamanho, idade e cor.

“A maioria das galáxias pode ser vista sem telescópio.” Mito. Segundo a NASA, a maioria delas só é observada com telescópio, e a litogravura da Hubble lista essa ideia entre os equívocos comuns.

“A Via Láctea é uma galáxia especial no Universo.” Mito. Segundo a NASA, ela é apenas uma das muitas galáxias do Universo, com forma e características que se encaixam em uma categoria comum.

Perguntas frequentes

Por que a Via Láctea é chamada de espiral?

Porque seus braços se enrolam a partir do centro, e a sua forma se parece com a de um cata-vento. Segundo a NASA, a Via Láctea é um exemplo de galáxia espiral.

Qual é a diferença entre uma galáxia espiral e uma elíptica?

Segundo a NASA, as espirais têm braços com estrelas jovens, poeira e gás, e continuam formando estrelas. As elípticas são formadas por estrelas mais antigas e já não produzem novas gerações de estrelas.

Resumindo

  • Uma galáxia é um conjunto de estrelas, gás e poeira mantido unido pela gravidade.

  • A Via Láctea é uma galáxia espiral, e o Sol gira em torno do centro dela.

  • Hubble classificou as galáxias em espirais, espirais barradas, elípticas, irregulares e peculiares.

  • Atualmente, a classificação considera dois tipos básicos: espirais e elípticas.

  • As espirais formam novas estrelas, e as elípticas são formadas sobretudo por estrelas antigas.

Veja também como se formam os planetas e o que é uma estrela, que são temas próximos do Universo.

Fontes

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